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sexta-feira, 30 de março de 2012

O poder da educação - parte 2 - Aprendendo por observação

Coisas que aprendi com você



Coisas que aprendi com você




              Dizem que as crianças de hoje em dia são muito mais espertas do que as de antigamente. Tenho cá minhas dúvidas.
              Não, não estou subestimando as crianças de hoje, nem superestimando as crianças de ontem.
              Mas, quem foi criança na décadas de 60/70 e comecinho da década de 80 sabe muito bem que o mundo das crianças era separado do mundo dos adultos.
              Quem foi criança neste periodo, sabe que criança não se metia em conversa de adulto; quando os pais recebiam visitas das duas uma: ou as crianças iriam para a sala ao lado ou para o quarto, se as visitas trouxessem filhos, ou iriam dormir, querendo ou não; a classficação de censura por faixa etaria era realmente respeitada (ainda me lembro quando fui "promovida" e pude assistir à novela das 8, quando meus irmãos tiveram que dormir, rsrsrs); tudo o que as crianças diziam era ouvido com um risinho nos lábios e classificado como "fantasia infantil", isso quando se parava para ouvir as crianças.
             Pensando bem, as crianças eram tratadas como um apêndice familiar, só eram notadas quando supuravam. Ficou meio pesado, mas era isso mesmo. Não que não haja um lado excelente neste tratamento.
             A inocencia durava mais tempo, consequentemente a proteção também, as crianças podiam continuar sendo crianças pelo tempo necessario e correto. Pelo tempo exato que os seus corpos precisavam para atingirem também a maturidade.

             Hoje em dia as crianças já são amamentadas diante do computador, assistem aos mesmos programas que seus pais, são criadas muitas vezes por babás que não tem a menor preocupação com a educação delas, apenas em mantê-las vivas e livres de acidentes, participam das conversas dos adultos, já têm o seu primeiro e-mail já na preescola, enfim, já nascem vivendo como adultos, com uma agenda mais cheia do que a de muitos executivos.
              É claro que com tantos estímulos realmente eles pareçam prodigios.

              O que me leva ao tema desta reflexão: aprendemos muito mais por observação do que por qualquer outro método.

              Quantos dos que já tentaram ensinar alguma coisa à alguém não se viram, em algum momento, "arrancando os cabelos" ou pensando em enfiar, delicadamente,o conceito que estava sendo ensinado "orelhas abaixo" de seus discípulos?
              E de repente, não mais que de repente, percebeu que os mesmos discípulos repetiram, até sem perceberem, algo que se fez automaticamente, por ser um hábito disciplinar ou pessoal?

              Uma vez que percebemos isso, vale a pergunta:

              Você SE conhece?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!

              O aprendizado é uma via de mão dupla, nós sempre aprendemos quase tanto, quanto ensinamos.

              Será que  nossos discípulos (discípulos: todos aqueles que passam por nós, em alguma etapa de nossas vidas, e que recebem algum ensinamento, pode ser um filho, um irmão, um amigo...), não estão fracassando porque nós mesmos estamos meio perdidos em nós mesmos?

              Este questionamento não deve ser visto como uma cobrança, como uma prova, como uma crítica ou como uma acusação de erro.
              Aliás, penso que este ponto é uma das grandes causas da falencia do ensino em geral, classificar o erro como algo ruim. É errando que se aprende.
              O erro deliberado deve ser corrigido, sim, porque o erro deliberado é uma rebeldia, é uma atitude de contestação gratuita.
              Mas aquele que erra durante o processo de aprendizagem, seja qual for a materia ou situação, deve ser estimulado a entender onde e porque errou. E, a partir dai, buscar soluções para corrigir este erro.

              Voltemos a nós mesmos. Querendo ou não, nós sempre fazemos a diferença na vida de alguém. Sempre terá alguém observando o que fazemos, seja por admiração, seja por contestação. Seja para reproduzir o que fazemos, seja para rejeitar o que fazemos e somos.

              Só que agora quero focar na pessoa mais importante para você: VOCÊ MESMO(A).

              É isso mesmo: VOCÊ é a pessoa mais importante para você mesmo(a).

              E saber como as pessoas estão assimilando o que você diz ou faz, ou como elas estão aprendendo o que você ensina é uma grande oportunidade para você mesmo(a) se conhecer.
              É notorio que a opinião que os outros têm de nós não é a mesma que nós mesmos temos.
              É notorio também, que quase ninguém se conhece por inteiro. Isso é fato.
              Buscar as razões para ser assim é assunto "p'rá mais de metro" e muitos posts.
              Então vamos resumir:
              É hora de deixarmos de assimilar automaticamente todos os conceitos a que somos expostos todos os dias e peneirarmos tudo, assimilando e incorporando à nossa vida, sómente aquilo que realmente tem a ver com nossas crenças e valores. sem conceitos preestabelecidos e sem rejeição gratuita.
              É hora de reavaliarmos as nossas escolhas, não porque estamos sempre sendo exemplos para outros, mas porque somos cidadãos que merecem serem felizes e integrados à sociedade.
              É hora de refletirmos, com sinceridade, aquilo que estou lendo ou ouvindo, está me incomodando porque É AQUELA pessoa quem está falando ou escrevendo, ou porque aquilo vai de encontro ao que creio, ou porque aquilo lança uma nova perspectiva sobre minhas crenças e valores e me faz ver que aquilo que pensei estar certo, a minha vida toda, pode não estar tão certo assim e, se não estiver tão certo assim, precisarei mudar?

               Se alguma coisa incomodou aqui ou pela vida afora, não tenha medo de investigar o que é que incomoda.
               Não tenha medo de olhar para dentro de si mesmo.
               Não tenha medo de refazer um caminho.
               Não tenha medo de errar. Não faça do erro um hábito, mas também não torne o erro um vilão a ser derrotado ou um "atestado de incompetencia". Incompetente é aquele que não consegue enxergar em um erro involuntario uma bela oportunidade de crescer e de aprender. E até mesmo de criar algo novo e inusitado.
               Quantas vezes novas técnicas, produtos ou materiais não foram criados ou descobertos por causa do erro de alguém?

               A educação é um processo dinâmico, constante, e extrapola os nossos lares ou escolas e cursos que estejamos frequentando.
               Sómente através de uma boa educação, formal ou informal, seremos e faremos os outros felizes.

               Por isso, PARE e olhe para você mesmo.
               Apresente-se à pessoa mais importante da sua vida: VOCÊ MESMO(A).
               Conheça-se, descubra o que você realmente gosta porque te dá prazer, não porque disseram que era bom para você.
               Aprenda a dizer SIM e NÃO, de forma consciente e com segurança.
               Segurança de quem sabe quem é, de onde veio e para onde vai.

               Leve o tempo que precisar, afinal, melhor levar mais tempo para aprender, mas ter uma vida de qualidade, do que viver "no embalo" daquilo que te disseram que é o melhor para você, mas que você não tem tanta certeza assim.

                Cada um de nós é um educador, estejamos conscientes disto ou não. E também somos aprendizes. Eternos aprendizes.

                Se tiver que fazer uma mudança em sua vida, não se convença, se converta, se tranforme porque você entendeu e sentiu que ali "dá pé".

                 Quando estamos seguros de quem somos, de onde viemos e para onde vamos, essa segurança transparece em nossas atitudes. E isso nos torna inabaláveis.

                  Isso mesmo INABALAVEIS.

                  Mesmo que um tsunâmi venha em nossa direção e vire nossa vida de ponta cabeça.
                  Não faz mal. VOCÊ já sabe como colocar tudo no lugar outra vez. Você APRENDEU.

                  Uma  boa jornada a todos na busca pelo conhecimento e, principalmente, pelo auto-conhecimento.

                  Neste artigo eu foquei o EU, o INDIVIDUO.
                  No próximo, Brincando de casinha, quero focar no ELES, nossos filhos, nossos aprendizes, nosso próximo.
             
                                              Gisele Fiaux


Aconchego e descanso
     

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sábado, 17 de março de 2012

O poder da educação - parte 1

O poder da educação


O poder da educação


              Muito ainda tem para ser dito a respeito da educação.
              Muito ainda tem que ser dito a respeito da responsabilidade pessoal, dos professores e dos pais, dos políticos e da política de educação.
              E mais do que dito ou discutido, é preciso refazer muita coisa.
              Com certeza é preciso fazer uma longa viagem ao passado, para se fazer o resgate da cidadania, para que possamos ter um FUTURO.
              Sem aprender com os erros e com os acertos do passado, certamente o futuro será cada vez mais incerto e violento, até que chegue ao ponto de não mais existir um futuro.
              Isso é muito grave. Tão grave quanto preservarmos o meio ambiente.
              Sem educação não preservamos o HOMEM, sem o HOMEM como preservaremos a NATUREZA?
              Aliás, para quê NATUREZA se não haverá HOMEM para usufruir dela e continuar preservando-a?

             Deixo estas poucas palavras, a apresentação do powerpoint e o relato de um fato absurdo ocorrido em uma escola em Porto Alegre, mas que se repete, infelismevte com muita frequencia, por varias cidades de nosso pais e até em outros paises.
             A carta é datada de julho de 2011 e eu a recebi por e-mail recentemente.
             Sinal de que há ainda há muita esperança e muitas pessoas dispostas a mudarem o rumo da situação.
             Por isso, divulgo aqui. Até porque a situação continua se repetindo por todo canto.

                                                        Gisele Fiaux


            Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
            Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)

               Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.
               Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.
               Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.
               Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.
               Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.
Fica cristalina a visão de que, neste país:

               Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES

               Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO

               Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM....
                   Alguns exemplos atuais:
                   · Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...
                   · Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

                  TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.

               Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$
1.187,00…

               Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar, formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....

               SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:

              Ø Educação Física: Futebol;
              Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
              Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento das "Celebridades"
              Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
              Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
              Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
              Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...
              Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...

               ESSE É O NOSSO BRASIL ...

               Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)

               Ø BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;
               Ø Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;
               Ø Professor - R$ 728,00.....................para ........ Preparar para a vida;
               Ø Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;

               E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).
IMPORTANTE:
               Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro.

              Acorda Brasília, acorda Brasil !...

P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha". As próximas eleições estão chegando!


               "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons"  
                                              Martin Luther King


Aconchego e descanso
               

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Samambaia e o Bambu




  
    "Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com DEUS. 
      Eu disse:
     "O Senhor poderia me dar uma boa razão para eu não entregar os pontos?"
      Sua resposta me surpreendeu:
     "Olhe em redor. Você está vendo a samambaia e o bambu?"
      Eu respondi: "Sim, estou vendo."
     "Pois bem, quando Eu semeei a samambaia e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água.
     A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía.
     Apesar disso, Eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu viçosa.  
     E novamente, da semente do bambu nada apareceu. Mas eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa. Mas, no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
      Seis meses depois o bambu cresceu mais de 50 metros de altura. Ele ficou 5 anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar."
      E olhando  bem no meu intimo, disse: "Você sabia que durante todo esse tempo em que você vem lutando, na verdade estava criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu.      
      Nunca desistiria de ti. Não se compare com os outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos  eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Seu tempo vai chegar." disse-me DEUS. "Você crescerá muito!"
     "Quanto tenho que crescer?" , perguntei.
     "Tão alto quanto o bambu", foi a resposta. E eu deduzi: Tão alto quanto puder.
      Espero que estas palavras possam lhe ajudar a entender que DEUS nunca desistirá de você. Nunca se arrependa de um
dia de sua vida. Os bons dias lhe dão felicidade. Os maus dias lhe dão experiência.       
     Ambos são essenciais para a vida. A felicidade lhe faz doce. Os problemas lhe mantêm forte. As quedas lhe mantêm humilde. As penas lhes mantêm humano.
    O bom êxito lhe mantém brilhante. Mas só DEUS lhe mantém caminhando."

                                          Extraído do jornal Folha Universal. Maio/2010

         Achei este texto maravilhoso. Meu irmão, Auli, arquivou-o e eu tive acesso à ele.
         Gostei muito das conclusões do autor, mas quero te convidar a analisá-lo por outra ótica:
         Por que temos tanta pressa? Onde esta pressa vai nos levar?
         Recentemente vi  uma chamada de um texto que dizia mais ou menos assim: "trabalhei a vida inteira e quando tive condições de viver, envelheci."
         Queremos ter o controle das nossas vidas em nossas mãos, e falo agora para aqueles que crêem em Deus, não queremos que Deus controle a nossa vida, por "n" razões diferentes e nos pomos a correr atrás de algo que nos dizem que é o certo: estudar muito para ter uma carreira e podemos desfrutar de uma velhice tranquila.
           E nesta correria, trabalhamos como loucos para darmos condições a nossos filhos de estudarem, não só na escola regular, mas também em dezenas, isso mesmo, dezenas de cursos paralelos, para que eles cheguem capacitados ao mercado de trabalho. E não nos damos conta de que nesta correria infernal, dos pais para manterem os filhos e dos filhos para corresponderem às expectativas dos pais, nós vamos deixando pelo caminho aquilo que realmente interessa; a convivencia entre os membros da familia.
           Quando os pais cumprem o seu papél de educar seus filhos e podem relaxar e curtir seus filhos, será que eles estarão lá? Ou será que este ritmo louco que imprimimos às nossas vidas já não estará tão impregnado neles, que agora serão eles que não terão tempo para nós por estarem fazendo exatamente o que nós fizemos: correndo atrás de um futuro melhor para seus proprios filhos?
           Quando foi que toda esta loucura começou? 
           Quando foi que caímos nesta armadilha horrível?
           Será que nós somos tão diferentes assim da samambaia e do bambu?
           Será que não há um tempo para tudo nesta vida, inclusive para crescermos como individuos e como familia?
           Lembro-me da minha infancia, quando meus pais participavam da vida de seus filhos, liam livros para nós, estudavam conosco sem pressa e sem pressão. Lembro da sensação agradável de segurança porque eles estavam sempre ali, por perto.
          Lembro-me também, quando tive meus filhos, o desenvolvimento de cada um deles, um pouco diferente de um para o outro. Mas com certeza a natureza seguiu o seu curso, sem se importar com nossos prazos ou anseios. Por mais que nos esforçássemos os dentes de um bebê não nasceriam antes do tempo determinado pela sua propria natureza e nenhum bebê aprende a andar ou usar o troninho antes da hora. Mas, quando era chegada a hora, o que estávamos esperando simplesmente fluía.
          Então, gentem! Por que tanto stress?????????????
          Por que tanta correria? Por que tanta avidez em correr atrás do vento e do tempo?
          Quando vamos ter tempo de olhar para o que realmente interessa?
          Pare um pouco e vá para o bosque e questione a si mesmo. Será que você está fazendo as escolhas certas para a tua vida?
          Repense, faça um balanço, tome posse da tua propria vida. 
          Veja se o preço que você está pagando pelo sucesso financeiro, profissional e material não é alto demais. Veja se você não está sufocando a tua propria natureza.
          Mesmo que você não seja religioso questione, sim, a Deus. Afinal você estará sózinho no bosque e lá você pode questionar à vontade. Só as árvores te ouvirão e, se você acreditar, Deus também.
          Mas reflita sobre as escolhas que você tem feito e pergunte à si mesmo se a tua vida não é como o bambu que, embora aparentemente inerte e sem frutos, sem vida, não está crescendo de uma forma sólida e perfeita, à revelia da tua vontade.
          Reveja os teus valores. Permita-se um passeio pelo campo e faça um balanço de tua propria vida. Não espere chegar ao ponto que o personagem da historia acima chegou, de desespero.
          Aliás, crie o saudável hábito de parar e corrigir os rumos de tua vida, a intervalos regulares de tempo.
 
          Não seja negligente consigo mesmo, mas não atropele a tua natureza. 
     
         Assim como a samambaia e o bambu, que têm cada um, um tempo proprio para germinar e crescer, cada um de nós também tem o seu tempo proprio para "germinar e crescer".
         Assim como a samambaia e o bambu, que um dia tiveram Deus adubando, regando e protegendo, durante todo o processo de crescimento, um dia cada um de nós teve seus pais cuidando de seu desenvolvimento, principalmente quando a vida era mais simples e os sonhos menos faraônicos. Será que nossos filhos merecem tanto stress e distanciamento? Será que a nossa natureza realmente requer de nós um preço tão alto? Ou não será melhor pararmos para ouvir o que diz o nosso coração e, assim deixarmos a natureza seguir o seu curso, sem atropelos?

        Acredito que a propria revolta da  natureza nos serve de alerta quanto à falta de respeito para com ela.

        A natureza externa, o meio ambiente, já está se manifestando fazem décadas.

        E a nossa natureza interna? Será que já não está se manifestando também há anos e nós a estamos ignorando solenemente?

                                       Gisele Fiaux 

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domingo, 7 de novembro de 2010

Que mundo maravilhoso!

       Esta seleção de imagens que eu coloquei nesta postagem me foi enviada por uma prima muito querida, Ana Maria. 
         As imagens estavam em powerpoint, mas como eu ainda não sei postar este tipo de arquivo (Agora aprendi. Para assisti-lo clique no botão correspondente, mais ao final deste post), resolvi reorganizar as fotos de uma nova maneira e dividi-las com vocês.
          Se quiserem ouvir a música que acompanha o powerpoint é só clicar no play abaixo. Da primeira vez que a música tocar, vai tocar como no Youtube. Mas, espere a música tocar inteira e o play aparecer novamente, clique novamente no play, que ela tocará sem aqueles "picotes".
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O dia em que Deus derrubou a caixa de tintas

O dia em que Deus derrubou a caixa de tintas


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