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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A pedrinha



       Na minha adolescencia muita vezes participei de discussões, em grupos de estudo, sobre a fé, se ela é cega ou não. É claro que nunca chegamos à uma conclusão. Afinal de contas, cada um de nós tem a sua propria teoria. Levei anos para testar a minha propria teoria, anos juntando informações para poder chegar às minhas proprias conclusões.
       Acabei descobrindo que quase a totalidade das igrejas, não importa a denominação ou credo, não aceita muito bem que as pessoas pensem por si mesmas. Se você tem pensamento proprio e age segundo as suas proprias convicções corre um serio risco de ser rejeitado e até perseguido.
        Mas descobri um outro tesouro, e esse ninguém vai tirar de mim: Deus se importa com o que eu sinto. Ele se importa comigo e com as minhas necessidades pessoais e diarias, aquelas do tipo TPM ou qualquer alteraçãozinha provocada por aquela "azeitona" que não caiu muito bem. 
        Durante muitos anos a ideia que me passaram é a de que Deus só quer que nos preparemos para a vida eterna e que os nossos sonhos, desejos, aflições e inseguranças desta nossa vida terrena não são importantes para Ele e que é até pecado nos sentirmos fracos ou esperarmos que Deus nos oriente em nossas escolhas aqui. O certo seria, escolhermos com "sabedoria" a nossa profissão, o nosso emprego, o nosso cônjuge e o nosso modo de vida. E uma vez escolhidas todas as nossas opções apenas deveríamos orar para que Deus aprovasse tudo aquilo que nós escolhemos sózinhos, sem a interferencia D'Ele. 
        Como se Ele fosse um Pai entediado com Seus filhos, sabe aquele tipo de pai que chega em casa tão cansado do trabalho, de lutar para sustentar estes mesmos filhos, que não tem ânimo nem paciencia para ouvi-los ou opinar sobre as suas vidas.
        Você deve achar que eu me afastei do tema principal desta postagem: se a fé é cega ou não. Mas não, eu não me afastei do tema, não.
        A minha conclusão é a de que, antes de julgarmos a Deus como um ser injusto, ausente e totalmente alienado daquilo que acontece aqui na Terra, devemos investir tempo para conhecê-lO, questioná-lO mesmo. Se Ele mesmo usou a figura de pai para se dar a conhecer a nós, então é sinal de que Ele quer a minha aproximação e não vai dar uma de Ser Superior, mesmo sendo um Ser Superior. 
       Um pai que verdadeiramente ama seus filhos nunca sobe em um pedestal que o afaste de seus filhos. Muito pelo contrario, este tipo de pai é capaz de rolar no chão com seus filhos, brincar de pique, de bola, é capaz de ler historias, de ouvir as bobagens que seus filhos contam e repeti-las, com orgulho, para seus amigos, cada uma destas bobagens como se fossem um tratado científico. É assim que eu vejo o Deus Pai.
        A minha conclusão? Podem dizer que a minha fé é cega, mas a minha fé não vem das evidencias, a minha fé não vem de provas científicas, a minha fé existe porque eu aceitei o convite do Deus Pai para conhecê-lO e fui capaz de abrir mão de toda uma vida por sentir a intensidade do amor que Ele tem por mim.
        Então, por mais escura que esteja a noite, posso dormir muito tranquila de que nada ira me atingir. E se as dores e problemas me antingirem posso ficar INABALAVEL, porque eu sei em quem tenho crido.


        Por que estou escrevendo tudo isso? Porque recebi este lindo e-mail que uma prima, Ana Maria, me enviou, que ilustra bem nossos temores e como Deus cuida nos mesmo quando oscilamos em nossa fe.

                                      Gisele Fiaux
        





































Confie...

As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.
 


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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O ateu

         Um ateu estava passeando em um bosque, admirando tudo o que "aquele acidente da evolução" havia criado.
         "Mas que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais!"- lá ia ele dizendo.
         À medida que caminhava ao longo do rio, ouviu um ruido nos arbustos atrás de si.
         Ele virou-se para olhar.

         Foi então que viu um urso pardo caminhando em sua direção.
         Logo disparou a correr, o mais rápido que podia. Olhou, por cima do ombro, e reparou que o urso estava demasiado próximo.
         Aumentou a velocidade!
         Era tanto o seu medo que lágrimas lhe vieram aos olhos.
         Foi então que tropeçou e caiu desamparado. Rolou no chão e tentou levantar-se.
         Só que o urso já estava sobre ele, procurando pegá-lo com sua forte pata esquerda e, com a outra pata, tentando agredi-lo ferozmente.
         Nesse preciso momento, o ateu clamou:

         - "Oh! Meu Deus!"

         Então o tempo parou. O urso ficou sem reação. O bosque mergulhou em silêncio. Até o rio parou de correr.


         À medida que uma luz clara brilhava, uma voz vinda do céu dizia:


        - "Tu negaste a minha existencia durante todos estes anos, ensinaste a outros que eu não existia e reduziste a criação à um acidente cósmico. Esperas que eu te ajude a sair deste apuro?
           Devo eu esperar que tenhas fé em mim?"

          O ateu olhou diretamente para a luz e disse:

          - "Seria, de fato, hipócrita da minha parte, pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão!
             Mas, talvez possas tornar o urso cristão?!?!?!"


          - "Muito bem", disse a voz. A luz foi embora, o rio voltou a correr e os sons da floresta voltaram.


           E então, o urso recolheu as patas, fez uma pausa, abaixou a cabeça e falou:
          
           - "Senhor, abençoe este alimento que agora vou comer.  Amém."

         ( recebido por e-mail)

                   Meu carinho e respeito a todas os que crêem e aos que não crêem também!

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